O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, anunciou neste domingo, na Guarda, que vai voltar a candidatar-se à liderança do partido, com eleições marcadas para o dia 3 de Março.

“Não será surpresa para ninguém que me candidatarei nessas eleições”, anunciou Pedro Passos Coelho na Guarda, num encontro com militantes, promovida pela Comissão Política Distrital local. O também primeiro-ministro lembrou que as eleições irão escolher o presidente do PSD para os próximos dois anos, mas nos últimos tempos “não se tem falado nisso”. “Significa que a maior parte de nós está mais compenetrada no seu trabalho e nas suas funções do que com as questões internas e isso é bom sinal”, observou, acrescentando que está na altura de falar do assunto tendo em conta que o ato eleitoral está marcado para 3 de Março. Passos Coelho disse desconhecer se “haverá outros candidatos ou não”, defendendo que no congresso que se seguirá os social-democratas devem “actualizar” o programa e os estatutos do partido. “O principal debate que vamos fazer é sobre como é que o PSD pode estar hoje capaz de dizer aos portugueses: é com Portugal que estamos preocupados e não connosco próprios”, declarou. No seu discurso, também afirmou que o congresso “vai ser um exemplo muito, muito importante para todos os portugueses saberem que confiaram maioritariamente o voto num partido que não está a discutir as pequenas lateralidades, que está a discutir o que é importante para Portugal”. O líder nacional do PSD também garantiu que, enquanto estiver no Governo, olhará “a responsabilidades partidárias”, como o fundador ensinou, “sabendo que há um tempo para tudo, mas que o mais importante é o nosso país”. A terminar o discurso, disse aos militantes que o escutavam: “Espero que se sintam mobilizados por saber que hoje não há aqui quem desista, pelo contrário, há quem esteja com mais coragem e com mais firmeza, para lutar por Portugal”.

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A economia nacional poderá “começar a crescer” em 2013, disse neste domingo o primeiro-ministro, em Gouveia. No entanto, Pedro Passos Coelho admitiu que a taxa de desemprego continue a subir este ano.

“Temos um programa de assistência económico-financeira que vai durar até 2014 e nos termos desse programa está previsto que, para o final deste ano, comece já a haver uma inversão do ciclo”, afirmou, no final de uma visita à feira do queijo da Serra da Estrela.“Isso significa que a nossa perspectiva é que 2013 seja já um ano em que, gradualmente, a economia portuguesa vai começar a crescer”, acrescentou Passos Coelho. Para tal acontecer, “na segunda parte deste ano, tem de haver já uma inversão de ciclo”.“O desemprego não poderá aumentar como tem aumentado”, sublinhou, embora admita que “irá aumentar durante estes primeiros seis meses e haverá já um clima de alguma retoma que nos sinalizará o crescimento que pode vir em 2013”.Passos Coelho referiu ainda que, dos indicadores disponíveis, “não há nada” que alerte “para uma dificuldade que não estávamos a contar”. O primeiro-ministro disse esperar que as reformas em curso e “o bom desempenho orçamental” possam “conduzir o país lá mais para o final deste ano, ao início de uma recuperação”.No entanto, “a taxa de desemprego vai subir nos próximos meses”. O país acabou o ano de 2011 com uma taxa de desemprego de 12,7%, lembrou, “e a previsão do Governo é que a taxa de desemprego possa ainda crescer até cerca de 13,4 [ou] 13,5%, durante o ano de 2012, o que é natural porque há efeitos recessivos que ainda se estão a manifestar”.O líder do Executivo considera, porém, “importante que as pessoas saibam que o Governo está preparado para apoiar as pessoas que ficam desempregadas”, incluindo os jovens. E acrescentou que o Estado “não pode ficar a pagar subsídios de desemprego a vida inteira”, por isso considerou que “a economia tem de criar oportunidades de emprego para absorver aquelas pessoas que estão involuntariamente nessa situação”.

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Pedro Passos Coelho foi neste domingo vaiado em Gouveia durante uma visita à Feira do Queijo. “O primeiro-ministro tem de estar preparado para tudo”, afirmou o líder do Executivo.

Entre os que protestaram contra Passos estavam sindicalistas e elementos da comissão de utentes contra as portagens nas auto-estradas.Passos, entre forte ruído, insultos e palavras de ordem contra o FMI, dirigiu-se aos manifestantes, tendo falado com alguns deles por breves momentos. “Reajo [aos protestos] com grande naturalidade. Um primeiro-ministro tem de estar preparado para tudo”, afirmou o chefe do Governo aos jornalistas.Pedro Passos Coelho disse ainda que é preciso andar na rua e “falar com as pessoas”, acrescentando que há quem aproveite “estas ocasiões, para, de forma preparada e ensaiada”, protestar. “Isso também faz parte da democracia.”Passos revelou ainda que quando se dirigiu aos que protestavam (recusou o termo enfrentar os populares) conseguiu falar com alguns deles.“Nós temos que saber ouvir as pessoas quando as dificuldades são muitas e eu sei que as dificuldades são muitas. Não tenho nenhum problema em ouvir as pessoas”, acrescentou.Passos recusou fazer qualquer paralelismo com o facto de se ter dirigido aos manifestantes e com o facto de Cavaco Silva ter adiado à última hora, na semana passada, uma visita à escola António Arroio, em Lisboa, onde se realizava uma manifestação de estudantes. “É preciso ouvir as pessoas”, afirmou, para, logo a seguir, recusar qualquer paralelismo com o Presidente da República por quem disse ter o maior respeito.Questionado pelos jornalistas sobre as suas relações com o Presidente da República, Passos afirmou que Cavaco Silva tem tido um “papel de grande relevância” na criação de estabilidade. E acrescentou que tem tido “o apoio e a cooperação política” do Chefe de Estado. Notícia em actualizada às 13h40

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O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou neste domingo esperar que o secretário-geral do PS não tenha criticado a União Europeia e Portugal por procurarem uma “resposta que seja específica” para o caso particular do desemprego jovem.

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou neste domingo esperar que o secretário-geral do PS não tenha criticado a União Europeia e Portugal por procurarem uma “resposta que seja específica” para o caso particular do desemprego jovem. “Não acredito que esteja a criticar o facto de a União Europeia e de países como Portugal estarem a encontrar uma resposta que seja específica para o caso específico do desemprego jovem”, afirmou Passos Coelho, durante uma visita à feira regional do Queijo da Serra da Estrela, em Gouveia. Quando questionado, no sábado, sobre a nova Comissão Interministerial de Criação de Emprego e Formação Jovem, o socialista António José Seguro afirmou: “os jovens portugueses exigem do Governo são medidas, não são comissões”. O chefe do Executivo notou que o “PS tem criticado tudo”. “Eu espero que não critique esta resposta que nós estamos a dar à Comissão Europeia no sentido de encontrar mecanismos reforçados para combater o desemprego jovem”, disse. Para o primeiro-ministro, os socialistas terão manifestado preocupação pelo desemprego jovem. “Pelo menos, ainda esta sexta-feira, no debate parlamentar, o secretário-geral do PS manifestou essa preocupação”, argumentou.

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O secretário-nacional do PS, Miguel Laranjeiro, insistiu neste domingo que são necessárias medidas e políticas concretas para combater o desemprego jovem “e não apenas uma comissão”, que considerou ser “muito pouco”.

“O PS exige medidas e políticas concretas para combater o drama social que é o desemprego jovem e não apenas uma comissão”, afirmou Miguel Laranjeiro à Lusa. O dirigente do PS falava a propósito das declarações do primeiro-ministro sobre a resposta do secretário-geral socialista à criação da nova Comissão Interministerial de Criação de Emprego e Formação Jovem, que irá ser coordenada pelo ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas. Em declarações aos jornalistas, durante uma visita à feira regional do Queijo da Serra da Estrela, em Gouveia, o primeiro-ministro disse esperar que o secretário-geral do PS não tenha criticado a União Europeia e Portugal por procurarem uma “resposta que seja específica” para o caso particular do desemprego jovem. “Não acredito que esteja a criticar o facto de a União Europeia e de países como Portugal estarem a encontrar uma resposta que seja específica para o caso específico do desemprego jovem”, afirmou Passos Coelho, quando confrontado com as declarações de sábado do secretário-geral do PS, que defendeu que os jovens portugueses exigem do Governo medidas e não comissões. A propósito das declarações do primeiro-ministro, Miguel Laranjeiro recordou que o Governo está em funções há oito meses, lamentando que passado tanto tempo e perante o “drama social” do desemprego jovem, que já atingiu os 35 por cento, o Executivo “apenas apresente uma comissão como resposta”. “É muito pouco, é um virar de costas. São precisas menos palavras e mais medidas”, frisou, reiterando que a criação de uma comissão interministerial “não resolve nada em concreto”.

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Os líderes da missão da “troika” em Portugal vão reunir-se na próxima terça-feira, dia de Carnaval, com os deputados da comissão parlamentar eventual que acompanha as medidas do programa de assistência financeira a Portugal.

A reunião será no dia 21, às 12h, e decorrerá à porta fechada na Assembleia da República, tal como os encontros anteriores durante os períodos de revisão do programa com os representantes da “troika”. No encontro estarão presentes os chefes da missão do Fundo Monetário Internacional, Poul Thomsen, da Comissão Europeia, Jürgen Kröger, e do Banco Central Europeu, Rasmus Rüffer, e ainda a mesa da Comissão e dois deputados de cada partido. O anúncio da reunião foi feito inicialmente na página oficial na Internet da comissão parlamentar, tendo sido retirado pouco tempo depois, mas confirmado à Agência Lusa pelo presidente da Comissão Eventual para Acompanhamento das Medidas do Programa de Assistência Financeira a Portugal, Vieira da Silva.

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O secretário-geral do PS disse nesta quinta-feira compreender as razões que levam os trabalhadores “a expressarem a sua insatisfação”, num comentário à greve convocada pela CGTP para 22 de Março, mas acrescentou que o partido não dá “orientações” aos sindicalistas socialistas.

“Compreendemos as razões dos trabalhadores portugueses para expressarem a sua insatisfação, mas não damos orientações aos sindicalistas do Partido Socialista”, afirmou António José Seguro, em resposta a perguntas dos jornalistas numa conferência de imprensa que seguiu a uma reunião do secretariado nacional do PS, convocada para debater os números do emprego hoje divulgados pelo INE, que situam a taxa de desemprego no final de 2011 em 14%. “Não nos compete a nós definir quais são as formas de luta dos trabalhadores portugueses. Compreendemos as suas razões e os dados que hoje são conhecidos são um exemplo disso. Estes dados são dados que nos interpelam a todos quanto ao caminho que está a ser seguido”, acrescentou. Seguro referiu a seguir que tem defendido, desde que foi eleito para a liderança do PS, “que há um outro caminho, que dê prioridade ao emprego e ao crescimento económico”, e que tem apresentado “propostas concretas” neste sentido, “que contrariem esta paixão pela austeridade”. “Tenho dito várias vezes ao primeiro-ministro, nos debates quinzenais na Assembleia da República, o que é que lhe falta conhecer para arrepiar o caminho e a receita que escolheu para Portugal, espero que este seja o momento que faça soar a consciência no interior do Governo e de facto se aposte no crescimento económico e no emprego”, sublinhou. Ainda em respostas sobre a greve geral, Seguro afirmou que o “empenho” do PS é “encontrar as melhores soluções para responder a este flagelo social [o desemprego]. O secretário-geral da CGTP-Intersindical, Arménio Carlos, anunciou hoje uma greve geral para 22 de Março contra o agravamento da legislação laboral.

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Carvalho da Silva foi hoje cumprimentar o novo líder da CGTP na primeira manifestação, após 25 anos de liderança da central sindical, em que participa fora dos palcos, papel em que se sente “óptimo”, disse o sindicalista à Lusa.

Arménio Carlos vive hoje a sua primeira manifestação organizada pela CGTP enquanto secretário-geral. Quando encabeçava a coluna de manifestantes, a meio da rua do Ouro, em Lisboa, o dirigente sindical foi abordado por Carvalho da Silva, que o cumprimentou, num gesto de apoio ao sucessor perante os aplausos dos manifestantes que assistiram ao momento. Questionado pela Lusa sobre como se sentia fora dos palcos da CGTP pela primeira vez em 25 anos, Carvalho da Silva respondeu que se estava a sentir “óptimo”, escusando-se a mais comentários. Carvalho da Silva foi durante 35 anos dirigente da CGTP e, nos últimos 25, liderou a central sindical, de que saiu no último congresso, em Janeiro. Convidado pelo novo dirigente a juntar-se à cabeça da manifestação, Carvalho da Silva declinou e afastou-se discretamente, sempre de mão dada com a filha. Apesar da tentativa de Carvalho da Silva de passar discreto, foi sucessivamente abordado por manifestantes que entre palavras de apoio e de agradecimento faziam questão de o abraçar e beijar. Milhares de pessoas estão hoje a descer a rua do Ouro até ao Terreiro do Paço, em Lisboa, numa manifestação organizada pela CGTP, empunhando cartazes dos mais tradicionais (“Não às desigualdades e ao desemprego”) aos mais criativos (“Piegas unidos”). No âmbito da manifestação nacional da CGTP estão previstas quatro pré-concentrações que confluirão para a Praça do Comércio: os trabalhadores do distrito de Lisboa vão primeiro concentrar-se nos Restauradores; os de Setúbal partem do Cais do Sodré; os de Viseu, Coimbra, Guarda, Castelo Branco, Leiria, Santarém, Portalegre, Évora, Beja e Algarve vão sair de Santa Apolónia e os de Viana do Castelo, Braga, Bragança, Vila Real, Porto e Aveiro vão desfilar a partir do Martim Moniz.

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O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, considerou hoje que a manifestação convocada pela CGTP está a ser “um acontecimento histórico” em termos de adesão e que “é preciso recuar 32 anos para assistir a uma coisa parecida”.

“Posso-vos garantir que estão perante um acontecimento histórico, em que é preciso recuar 32 anos para assistir a uma coisa parecida”, disse o líder comunista aos jornalistas. O deputado e secretário-geral do PCP falava aos jornalistas no final da rua da Prata, junto ao Terreiro do Paço, onde estiveram milhares de pessoas concentradas. Nas declarações aos jornalistas, o secretário-geral comunista comparou a manifestação de hoje a uma realizada em 1980, também no Terreiro do Paço, contra um pacote laboral do Governo da Aliança Democrática (PSD, CDS e PPM). “Esta manifestação é de facto a maior de sempre dos últimos 32 anos, ocupámos o Terreiro do Paço nessa altura e hoje, passado este tempo todo, num quadro em que se procura dar a ideia de que os trabalhadores e o povo são piegas, estão conformados, é uma grande manifestação que demonstra a razão que temos quando dizemos que é preciso ter confiança para acreditar que é possível mudar, travar este pacto de agressão, este ataque aos direitos dos trabalhadores”, afirmou Jerónimo. O líder comunista apontou os trabalhadores como “motor” da manifestação, considerando que “estamos a assistir à confirmação daquela ideia de que hoje o Terreiro do Paço é transformado de facto no terreiro do povo”. Jerónimo confessou mesmo alguma emoção com o que está a acontecer e recordou uma palavra de ordem que, “na altura, há 32 anos, se dizia no Terreiro do Paço: ‘Se isto não é povo, onde é que está o povo?’”.“Quem viveu este espaço em 1975 e numa grande manifestação também em 1980, a partir daí muitas vezes o povo se juntou aqui neste Terreiro do Paço, mas hoje de facto é o terreiro do povo, da luta contra a exploração, da luta contra este pacto de agressão, uma luta carregada de esperança”, disse. Questionado sobre se acha que o Governo vai prestar atenção a esta manifestação, Jerónimo respondeu: “Também os outros aparentemente não deram ouvidos e acabaram por ser derrotados, se estes não dão ouvidos a esta grande acção, naturalmente, mais tarde ou mais cedo, a vitória será deste povo que ocupa este Terreiro do Paço e não daqueles que querem fazer o país andar para trás”. Jerónimo defendeu como alternativa à austeridade “um país de progresso, de crescimento económico, sem desemprego, que responda às novas gerações”.Já questionado sobre os violentos confrontos numa manifestação em Atenas na sexta-feira com a polícia e sobre se a tensão social em Portugal pode levar a episódios semelhantes, o líder do PCP disse que o caminho é “pela luta de massas, no quadro constitucional”. “É com mais determinação, obviamente, que é o caminho, não é com actos isolados de desespero que lá vamos, é com esta força imensa, organizada, combativa, no quadro dos direitos que assistem aos trabalhadores e que a Lei Fundamental reconhece”, concluiu.

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A manifestação nacional da CGTP contras as medidas de austeridade arrancou esta tarde em Lisboa, em direcção ao Terreiro do Paço. Milhares que se concentraram ao início da tarde em quatro pontos da capital seguem em marcha para a praça que a Intersindical quer transformar hoje no “Terreiro do Povo”.

A abrir o desfile que atravessa a baixa lisboeta – na Rua do Ouro – um cartaz resume em letras gordas o motivo da manifestação: “Estamos em luta! Dizemos não ao desemprego e à precariedade”.Na Praça do Comércio, a franja de pessoas que começou por se concentrar frente ao palco montado pela Intersindical foi engrossando à medida que chegam os manifestantes à concentração onde aguardam pelo discurso do secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos.Ao longo do desfile, ouviram-se palavras de ordem contra o desemprego, “a exploração” e a privatização dos serviços públicos, denunciada em cartazes com a figura do Zé Povinho.O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, marcou presença na manifestação. À SIC Notícias, mostrou-se satisfeito com a adesão dos trabalhadores, falando numa demonstração de força contra o “caminho para o desastre” que diz ser as medidas acordadas com a troika.“Há-de ser sempre o povo a defender a nossa soberania o nosso desenvolvimento, o nosso progresso e a nossa democracia”. Questionado sobre o resultado concreto da manifestação de hoje, Jerónimo de Sousa afirmou que ela pode ter um efeito de “irradiação da confiança” num momento de dificuldades.Em entrevista ao PÚBLICO, o secretário-geral da CGTP mostrava-se esperançoso numa “das maiores manifestações de sempre”, por se tratar de uma acção de protesto que se segue à assinatura do acordo de concertação social e, afirmou Arménio Carlos, às declarações de Pedro Passos Coelho “a dizer que os portugueses são piegas” e a afirmar que o Memorando de Entendimento deve ser cumprido “custe o que custar”.

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