O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, informou hoje no Parlamento que a autoridade tributária e financeira “está a avaliar” a operação de transferência da sede da

O chefe do Executivo respondia a Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, durante o debate quinzenal na Assembleia da República, deputado que reagia às notícias sobre a Jerónimo Martins para defender as propostas do PCP sobre a matéria. “A sua opção é dar toda a liberdade ao capital”, acusou o comunista.Também Francisco Louçã recorreu à operação para acusar o Governo de “laxismo para quem vive acima das nossas possibilidades e violência para quem vive em dificuldades”. Acusou mesmo Passos Coelho – depois deste ter defendido que a operação não traria ganhos fiscais à empresa, que continuará a pagar os seus impostos em Portugal – de se ter comportado no Parlamento “como um advogado do grupo”.O líder comunista questionou ainda Passos Coelho sobre o aumento “para o dobro” das taxas moderadoras que classificou como “inaceitável”. Louçã falou também no aumento de 100 milhões de euros nas taxas para depois pedir explicações sobre um acordo celebrado com a CUF Descobertas “para pagar parte de despesas que competem” aos serviços públicos. E citou uma carta da Segurança Social enviada a pensionistas onde esta anunciava o corte de 115 euros na pensão.Sobre esta matéria, Passos Coelho afirmou que tal missiva era da responsabilidade da administração da Segurança Social, que estava a aplicar uma lei aprovada em 2007 que definia que se suprimia o complemento a pensões mínimas quando se comprovasse que os beneficiários tinham acesso pensões extra. E reconheceu que essa se aplicava a cerca de 15 mil pensionistas. Sobre o contracto com a CUF Descobertas, Passos Coelho justificou-se dizendo que o Governo havia renegociado os limites de despesa financiada pelo Estado fora do serviço público e que essa despesa iria mesmo “contrair”.