Milhares de pessoas que recebem prestações sociais por deficiência ou doença duradoura na Grécia vão ser investigadas pelas autoridades. O Ministério da Saúde verificou uma concentração elevada do mesmo tipo de doença em regiões específicas do país. As suspeitas de fraude em massa vão ser investigadas pelo Governo, que espera poupar 250 milhões de euros em cortes nas prestações, noticia hoje o jornal

Segundo o relato da agência AFP, que cita este diário grego, o ministério constatou concentrações surpreendentes de doenças, depois de um mês de averiguações.Na região de Viotia, na Grécia central, o ministério encontrou uma elevada taxa de asmáticos – não especificada – e na ilha de Kalymnos deparou-se com casos frequentes de doenças mentais. O ministro-adjunto da Saúde, Markos Bolaris, ordenou a abertura de um inquérito, depois de os serviços do ministério descobrirem que 600 habitantes da ilha turística de Zante, cerca de 1,5% da população, beneficiavam de subsídios de doença por deficiência visual.O Governo observou, ao mesmo tempo, que mais de mil residentes de Salónica, a segunda maior cidade do país, com cerca de 790 mil habitantes, foram declarados gravemente incapacitados.Cerca de 210 mil pessoas recebem serviços especiais, um número que Markos Bolaris considera “provocante” e indicador, segundo este responsável grego, de que algumas pessoas estão registadas mais do que uma vez para receber as prestações em causa.Depois do último recenseamento, entre Fevereiro e Março, e pressionado pelas autoridades externas a avançar com um duro plano de ajustamento orçamental, o novo Governo (em funções desde Novembro) quer reduzir os encargos com prestações sociais na saúde em, pelo menos, 250 milhões de euros, sublinha o Kathimerini.