A bolsa lisboeta cresceu hoje 0,82%, impulsionada por um desempenho positivo da banca, que fechou com o BCP a valorizar mais de 8% no dia em que os accionistas elegeram o novo conselho de administração. A Europa encerrou sem tendência clara, com o conjunto dos principais mercados de acções dividido entre perdas e ganhos.

O maior banco privado português terminou hoje com as acções a valerem 17 cêntimos, ou seja, 8,28% mais do que na segunda-feira.Os títulos acentuaram a subida na recta final da sessão, quando a assembleia-geral se preparava para votar o novo conselho de administração (não-executivo) de onde emana a comissão executiva liderada por Nuno Amado.Os outros três bancos cotados no PSI-20 terminaram também com as acções em alta, entre as dez empresas que registaram ganhos nesta terça-feira. O BES foi, aliás, a segunda cotada que mais cresceu no índice português, ao avançar 3,08%, para 1,638 euros por título.O Banif cresceu em bolsa 2,75%, para 0,336 euros, enquanto o BPI subiu 0,93%, para 0,543 euros.Outras dez cotadas fecharam a desvalorizar. A EDP perdeu 0,51%, encerrando com as acções nos 2,158 euros. A PT caiu 1,23%, para 3,94 euros. Mas foi a Sonaecom (dona do PÚBLICO) que mais perdeu hoje, ao ceder 2,62%, para 1,225 euros por acção.Nas restantes praças europeias, o comportamento dos mercados mostra um dia sem tendência definida. Enquanto Paris, Bruxelas e Milão acompanharam a bolsa de Lisboa nas valorizações, Frankfurt, Madrid e Atenas encerraram em queda.O principal índice francês, o Cac-40, cresceu 0,36%, praticamente a mesma valorização registada pelo belga Bel-20 (0,35%); o italiano FTSE-Mib avançou 0,23%.Já o índice alemão Dax perdeu 0,22%, o espanhol Ibex-35 cedeu 0,12% e o grego Athens General tombou 3,01%.

none

O novo conselho de administração do Banco Comercial Português (BCP) foi hoje eleito por 98,06% do capital representado na assembleia-geral da instituição. António Monteiro, presidente do órgão de onde emana a comissão executiva, fala num novo ciclo no maior banco privado português. Joe Berardo diz que não deixará de ser accionista.

A alteração estatutária do banco, aprovada primeiro por 99,21% dos votos, impõe um novo modelo de governação: é criado um conselho de administração alargado de onde emana uma comissão executiva, liderada por Nuno Amado.Na assembleia-geral desta tarde, esteve representado 46,39% do capital da instituição.Até aqui, o BCP era dirigido segundo um modelo dualista, com um conselho geral e de supervisão, onde estavam representados os principais accionistas, e um conselho de administração executivo. O novo modelo agora aprovado faz desaparecer o conselho geral, órgão que era presidido por António Monteiro, representante dos interesses angolanos.O antigo embaixador passa a liderar o conselho de administração não-executivo. Carlos Silva, do Banco Privado Atlântico e da InterOceânico, fica como vice-presidente, o mesmo cargo que terão Pedro Maria Teixeira Duarte, da construtora Teixeira Duarte, e Nuno Amado, este último que estará na liderança da comissão executiva.Confrontado pelos jornalistas à saída da assembleia-geral sobre se vai vender a sua posição no banco, Joe Berardo afirmou: “Andei a sofrer tanto tempo e agora ia deitar a toalha ao chão? Não vou deixar de ser accionista do BCP, mas só depois de saber qual é o preço do aumento de capital é que tomarei uma decisão”.António Monteiro afirmou ser “uma honra e uma grande responsabilidade” estar à frente do conselho de administração não-executivo e descreveu a mudança na governação do banco como um novo ciclo, apostado em fazer crescer o BCP.Carlos Silva admitiu que a InterOceânico possa aumentar a sua participação no banco para, pelo menos, 2%, ou seja, para uma participação qualificada.Amado afirmou, por seu lado, que “todos os accionistas são bem-vindos desde que venham para reforçar o banco”.Notícia actualizada às 17h51 e às 18h39: Acrescenta declarações feitas à saída da assembleia-geral.

none

Venda da TAP, da ANA e da CP Carga estarão concluídas até final de 2012, como já estava previsto. E alienação do grupo CTT só estará concluída em 2013

Em conferência de imprensa onde apresentou os resultados da terceira avaliação da troika ao programa de ajuda nacional, a secretária de Estado do Tesouro e das Finanças, Maria Luís Albuquerque, afirmou que as privatizações da TAP, da ANA e da CP Carga ainda ficarão fechadas este ano. Já a venda dos CTT deverá iniciar-se ainda este ano, mas o Governo não espera que fique concluída antes de 2013. Estas afirmações estão em linha com o calendário já anunciado pelo Governo e negociado com as autoridades externas. Com a recente venda de 40% da participação do Estado na REN, abre-se o caminho às privatizações na aviação, com a alienação, total ou parcial, da TAP. No que diz respeito a este dossier, o Executivo chegou a anunciar que a escolha dos assessores jurídicos estaria concluída ainda este mês, mas não se conhece ainda o resultado deste processo.Também a gestora aeroportuária ANA será vendida este ano, sabendo-se apenas que o Governo pretende articular esta operação com a privatização da TAP. Falta ainda, porém, decidir sobre o alargamento da infraestrutura da Portela, em Lisboa, com a criação de um aeroporto alternativo, numa base militar. Este tema só deverá ficar fechado em Abril, com a apresentação de um relatório por parte de um grupo de trabalho criado pelo Governo.

none

As necessidades de financiamento da Cimpor estão asseguradas até ao final do próximo ano, uma situação que o director financeiro da cimenteira, António Varela, diz deixar a empresa mais confortável e não dependente da abertura ou não dos mercados internacionais à economia portuguesa.

Varela, que falava na apresentação de resultados de 2011 da Cimpor, salientou que a cimenteira tem “um risco em grande medida desligado” do risco de crédito atribuído pelas agências de rating à República portuguesa, tomando como exemplo a avaliação da Standard & Poor’s, que mantém a Cimpor avaliada com um estatuto de investimento.Assim que os mercados derem sinal de que Portugal pode voltar a financiar-se com taxas de juro sustentáveis no longo prazo, a Cimpor “não perderá” uma oportunidade de emitir dívida com maturidade superior a três anos.Num ano, os custos financeiros da empresa aumentaram em um terço, o que António Varela disse ser o preço que a Cimpor “está a pagar por continuar a ser uma companhia com sede em Portugal” num momento de crise.Segundo dados referentes a 31 de Dezembro, a dívida da empresa este ano é de 315 milhões de euros e totaliza 755 milhões de euros até 2013. Tendo em conta o actual contexto, considerou ainda o director financeiro da empresa, a Cimpor é “uma das estruturas financeiras mais fortes do mercado”.O presidente executivo, Francisco de Lacerda, garantiu, por seu lado, que a Cimpor continuará a ter a sua sede em Portugal. Confrontado com a possibilidade de o grupo deslocalizar a sede por questões fiscais, o CEO sublinha que “a cabeça do grupo está” em Lisboa. E acrescenta: “Esse não é um tema que andamos a discutir”.A Cimpor registou no ano passado uma quebra de 18,1% nos lucros, para 198,1 milhões de euros, apesar de um aumento do volume de negócios de 1,6%. Parte da quebra no resultado líquido deve-se aos impactos da crise da dívida no Sul da Europa.As exportações caíram cerca de 25%, “fundamentalmente devido à menor necessidade de clínquer no Egipto”, explica a empresa num comunicado. As vendas cresceram no Brasil, na Turquia, em Moçambique, na África do Sul e em Marrocos, mas o comportamento nestes mercados não compensou a contracção, em particular, das vendas internas e ainda na China, no Egipto, em Espanha.

none

Vítor Gaspar e Miguel Relvas enviaram uma carta aos 308 municípios, dando-lhes até dia 15 de Março para revelarem o montante total das dívidas.

Em causa estão os montantes em dívida a curto e a médio e longo prazo, valores que terão de ser enviados para a Inspecção-Geral de Finanças, noticiam hoje o Diário de Notícias e o Jornal de Negócios.O objectivo será ter a certeza de que os montantes em dívida que estão actualmente registados pelas entidades ligadas às Finanças correspondem à realidade, ao mesmo tempo que se responsabilizam os autarcas pelos montantes que declaram.As autarquias devem em conjunto um total de 7,9 mil milhões de euros, dos quais 2,5 mil milhões são dívidas de curto prazo (até um ano, geralmente a fornecedores). Só depois da resposta das câmaras é que estas terão acesso à nova linha de financiamento, no valor de 1,5 mil milhões de euros. Este é um montante que equivale às dívidas que as autarquias têm no curto prazo e que são superiores a 90 dias. O objectivo será permitir aos municípios convertam os valores que devem no curto prazo para dívidas de médio e longo prazo.

none

Porto registou abrandamento de 2,6%, depois dos sucessivos aumentos de passageiros ao longo de 2011.

Mais de 1,6 milhões de passageiros circularam nos aeroportos nacionais em Janeiro, o que significou uma subida de 0,5%. Trata-se de um crescimento tímido, impulsionado apenas pelos aeroportos de Lisboa e de Faro, que registaram aumentos de 1,8 e de 0,9%, respectivamente.No Porto, houve um abrandamento de 2,6%, contrastando com o desempenho do aeroporto Francisco Sá Carneiro ao longo de 2011. No ano passado, este aeroporto registou uma subida acumulada de 13,7 no tráfego – a mais expressiva de entre as infra-estruturas aeroportuárias do país, geridas pela empresa estatal ANA.Também os aeroportos dos Açores sofreram uma descida de 0,9% no primeiro mês do ano, depois de terem encerrado 2011 com um aumento de 0,8%.Em Janeiro, a TAP, a Ryanair e a Easyjet processaram 71,5% dos passageiros nos aeroportos da ANA, que registou especial crescimento nos mercados francês, alemão e holandês.

none

A

Num comunicado conjunto sobre os resultados da terceira avaliação, a Comissão Europeia (CE), o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Central Europeu (BCE) sinalizam que o plano português pode ser ajustado ou que pode mesmo ser concedido um novo resgate.“Desde que as autoridades continuem a apostar numa execução rigorosa do programa, os Estados-membros da zona euro declararam que estão prontos a apoiar Portugal até que o país consiga regressar ao mercado”, diz a troika.A equipa da CE, do BCE e do FMI considera que “o programa está no bom caminho” e que, em geral, as políticas estão a ser executadas como planeado e que o ajustamento económico está em curso.No entanto, “subsistem alguns desafios” e “são necessários esforços adicionais para recuperar o atraso de Portugal em matéria de reforma estrutural dos sectores dos serviços de rede e serviços protegidos.”A troika salienta que os obstáculos de longa data à entrada de empresas no mercado e a existência de margens excessivas de retorno asfixiam o dinamismo económico. Consequentemente, os preços dos bens não transaccionáveis são elevados, o que reduz a competitividade externa e gera “encargos socialmente injustos para consumidores e contribuintes”.A troika louva os “primeiros êxitos” do Governo na implementação das reformas estruturais, nomeadamente as medidas para assegurar condições de equidade no sector das telecomunicações e para reduzir as altas margens de retorno nos mercados da energia, em particular da electricidade. Mas avisa que “tanto o ritmo como o âmbito destes esforços de reforma devem ser intensificados.”

none

Quatro dos 157 voos que a companhia aérea espanhola Iberia cancelou por causa da greve de pilotos de quarta-feira têm Lisboa como destino ou origem.

Numa lista publicada pela transportadora, constam dois voos com partida da capital portuguesa para Madrid e outros dois com Lisboa como destino, na madrugada e na manhã de quarta-feira.Os pilotos da Iberia vão estar de novo em greve contra a criação da nova companhia de baixo custo do grupo, a Iberia Express, que começa a operar no próximo mês. É a quinta vez que os trabalhadores fazem uma paralisação em Fevereiro.À greve juntam-se ainda os operadores de assistência em terra nos aeroportos e os tripulantes de cabine, de sindicatos minoritários no comité onde estão representadas as confederações sindicais do universo Iberia.Para cumprir os serviços mínimos, os pilotos têm de assegurar a realização de metade das ligações com duração inferior a seis horas para cidades estrangeiras. Nos voos em território nacional, 25% dos voos com menos de cinco horas terão de ser cumpridos, assim como todas as ligações com destino às ilhas Canárias e Baleares.Outros quatro voos de Lisboa para Madrid (na manhã e tarde de amanhã) continuavam agendados até ao final da tarde, segundo informação disponível no site da ANA, que gere o aeroporto da Portela. Três voos da Iberia de Madrid para Lisboa (manhã, tarde e noite) mantêm-se.A convocação partiu do Sepla, representante dos pilotos, que desde o ano passado trava um braço-de-ferro com a administração da Iberia, por considerar que a criação da companhia de baixo custo viola os acordos assinados com os pilotos quando foi formalizado em Janeiro do ano passado o grupo IAG, que resultou da fusão com a British Airways.Os sindicatos consideram que a Iberia Express, que vai operar com voos de curta e média duração, vai implicar a transferência de rotas, posição que a administração contesta.A Iberia Express apresenta-se como uma filial de baixo custo, mas não como uma companhia low cost. Ao El País, o conselheiro-delegado da Iberia Express Rafael Sánchez-Lozano fez essa distinção, sublinhando que a transportadora pretende operar “com custos mais baixos”, aliando a oferta com preços mais altos, por exemplo, em classe executiva.

none

O Governo irlandês acabou de anunciar que vai submeter a referendo o novo tratado europeu que consagra um “pacto orçamental”, uma decisão que ameaça desestabilizar a estratégia da zona euro sobre o combate à crise da dívida.

A decisão foi anunciada ao Parlamento de Dublin pelo primeiro ministro Enda Kenny que seguiu o conselho do procurador-geral, segundo o qual o novo tratado deveria ser submetido ao voto popular.“O povo irlandês será consultado para dar autorização em referendo à ratificação do Tratado europeu de estabilidade””, afirmou Kenny.O euro caiu de imediato em reacção ao anúncio, porventura devido à experiência passada do país: a Irlanda já rejeitou dois tratados em referendo – Nice e Lisboa – à primeira tentativa, acabando por aceitá-los em novas consultas realizadas depois de obter concessões microscópicas dos parceiros.O novo tratado, cujo texto foi acordado no fim de Janeiro por 25 países da União Europeia (UE) – o Reino Unido e a República Checa são a excepção – será formalmente assinado pelos respectivos líderes na sexta-feira de manhã, à margem de uma cimeira europeia.Desta vez, um eventual chumbo na Irlanda não impedirá os outros países de aplicar o novo tratado, visto que se trata de um acordo intergovernamental que entrará em vigor logo que 12 dos 17 países do euro o ratificarem.Um eventual voto negativo colocará, no entanto, Dublin numa situação particularmente complicada, porque o novo acordo estipula igualmente que só os países que o ratificarem é que poderão receber ajuda dos parceiros. A Irlanda é precisamente um dos três países que estão sob assistência financeira da zona euro.Com o novo tratado, os 25 signatários comprometeram-se nomeadamente a inscrever a chamada “regra de ouro” dos orçamentos em equilíbrio em legislação permanente, de preferência constitucional.Notícia actualizada às 16h20

none

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, disse nesta terça-feira que ainda não recebeu a carta enviada pelo Governo às autarquias, mas mostrou-se “surpreendido”.

O autarca mostrou-se “surpreendido” por tomar conhecimento do envio da missiva porque todos os meses todas as câmaras municipais prestam contas à Direcção-Geral da Administração Local. “Não sei o que é que o Governo vem pedir a mais do que aquilo que já tem”, afirmou.Ainda assim, António Costa garante que responderá “com muito gosto” à carta. “Gosto de dar boas notícias ao Governo”, disse, sublinhando que as contas da autarquia de Lisboa têm vindo a melhorar ao longo dos últimos anos.Também o presidente da Câmara Municipal de Sintra, Fernando Seara, disse que todos os meses dá ao Governo informações sobre a situação financeira do município.O autarca acredita que a missiva do Executivo “com certeza que não é dirigida ao conjunto dos principais municípios”.“Aceito que alguns municípios não tenham dado a informação toda e que estejam a pedir-lhes que digam qual é a verdade das suas contas”, considerou ainda Fernando Seara.Ambos os autarcas falavam aos jornalistas, em Lisboa, à margem de uma conferência sobre a reforma da administração local, promovida pela Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas.Vítor Gaspar, ministro das Finanças, e Miguel Relvas, ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, enviaram uma carta a todos os municípios, dando-lhes até ao próximo dia 15 para revelarem o montante total das suas dívidas.Notícia actualizada às 12h22

none

Categories

Blogroll

Most commented

  • None found